( Resenha ) Talvez Um Dia de Elisete Duarte @editorapandorga


Editora  Pandorga


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Resenha




Ter fé? Ou não ter fé?

Perdoar? Ou não perdoar?

“...não importa o que fazemos de errado, o importante é que todos nós temos uma segunda chance e, se realmente desejarmos e mudarmos, o perdão nos acompanha.”

Vanessa é filha única, e mora sozinha com o pai após o falecimento de sua mãe. Ela sonha em ser independente, e também quer ajudar nas despesas de casa, e é por isso que procura por um emprego. 

Vanessa consegue a sua tão sonhada entrevista na empresa de César. César é um jovem bem sucedido que toma conta da empresa da família, e que, ao se deparar com a moça em sua empresa, sente-se hipnotizado.  Algo dentro dele desperta.

“Ali fora havia uma mulher linda e atraente, era só uma mulher, não havia o que temer. Procurava se convencer. Arqueou as sobrancelhas, a tentativa foi em vão. Não era verdade, ela não era uma mulher qualquer. Era muito, muito mais que isso, ela possuía o poder de ofuscar sua razão.”

Vanessa também sentiu algo diferente quando viu César. Um desejo avassalador tomou conta dela. Parecia que já se conheciam, tamanha conexão que existia entre os dois. E o esperado acontece, Vanessa é contratada para trabalhar como secretária na empresa de César. 

A paixão que existe entre os dois e tão forte que eles acabam não resistindo, e se entregam de corpo e alma, um ao outro. Mas, Vanessa desaparece no dia no qual iria conhecer a mãe dele.
Ele fica sem chão, e acredita que foi traído, pois o único vestígio dela que ficou para trás, foi um breve bilhete. 

Vanessa foi sequestrada, mas César está tão afundado na auto-piedade, que não enxerga que a golpista da história não é Vanessa, sem contar que ele nem se mobiliza para tentar encontrá-la, mesmo tendo o pai dela afirmando que ela nunca iria embora assim, do nada, que algo estava muito errado. Mas quem diz que ele acredita? E de forma desesperadora ele se casa com outra mulher, leia-se VÍBORA. 

Vanessa está sofrendo muito no cativeiro, e o pior de tudo é que ela não sabe o porquê de ter sido sequestrada. A única coisa que a mantém de pé é a fé de que tudo vai ficar bem, que ela vai conseguir sair de lá com vida. Mas nem tudo sai como o esperado, e talvez um dia ela seja capaz de sair desse tormento e retornar com a sua vida.

“...Ninguém é culpado pela atitude dos outros. Cada um escolhe a sua história.”

Talvez um dia é um livro de leitura rápida, até porque a autora não se aprofundou muito em algumas cenas e nem no envolvimento do casal, o que me deixou um pouquinho incomodada durante a leitura. Mesmo assim, gostei muito da história que fala de fé, muita fé, e o poder que o amor tem de nos fazer acreditar no inacreditável. 

Algumas páginas são tão sofridas, que se torna impossível não ficar apreensiva para saber se tudo vai acabar bem ou não. Se tudo vai se resolver. Impossível não torcer para que Vanessa fique bem.

 O livro é leve, e ao mesmo tempo tenso. Doce e ao mesmo tempo amargo.

Talvez um dia nos passa a lição de que o amor sempre vai vencer o ódio, talvez seja hoje, amanhã, ou daqui a um ano. Na verdade o tempo não importa, o que importa é que o amor é absolutamente a arma mais poderosa que temos. 

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. (...) ”

1CORÍNTIOS 13:1a7




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