5 Estrelas,

( Resenha ) Um Romance Grego de Yvette Manessis Corporon @editorarocco

24 agosto C Romano 1 Comments


Editora Rocco
Fábrica 231
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Resenha


Daphne perde seu amado marido Alex em um acidente de carro e acaba ficando desolada e sozinha com sua pequena Evie, uma menina de cinco anos de idade muito doce e meiga. Para ocupar-se ela decidi abrir seu próprio restaurante, Koukla, tornando-se uma brilhante chef quatro estrelas em Nova York. 


“Na entrada da estação do metrô da rua Oito, ele levantou o queixo dela com os dedos e a beijou pela primeira vez.
Quando ela finalmente abriu os olhos, encontrou os dele, de um azul brilhante, olhando para ela. Daquele momento em diante, Daphne sempre amou contemplar aquele olhos.
Ela sentia saudades daqueles olhos.”


Quando conhece Stephen, um empresário bem sucedido, com uma vida estável, muito sistemático, pensa ter a chance de um recomeço. Os dois noivos começam a organizar os preparativos para seu casamento, que seria realizado na ilha paradisíaca de Erikousa na Grécia, onde estavam as mais lindas lembranças de infância de Daphne e onde morava sua querida avó Evangelia, a quem se referia carinhosamente como Yia-yia. 

“Daphne não teve certeza a princípio, não teve certeza de estar preparada para dividir mais com aquele homem, com qualquer homem. Mas aquela voz grave tinha um jeito de deixá-la à vontade, de tornar mais fácil dizer sim.

O primeiro sim foi o mais difícil, depois ele tornou muito mais fácil dizer sim de novo... e de novo e de novo."


Um lugar que mais parece parte de outro mundo. Lindo, cheio de mistérios e segredos de família. Remetendo a todo o momento ao passado, descrevendo as lembranças. E ao presente em construção, com muitas dúvidas. Ela precisava ter a certeza de seu futuro.


“Daphne avançou até ficar com a água pelo meio das coxas esbeltas. Levantou os braços acima da cabeça, balançando os dedos, dobrou os joelhos, depois ficou na ponta dos pés, impulsionando o corpo num arco perfeito. Finalmente, com o corpo todo submerso na água clara e calma, ela abriu os olhos.”

Chegando a ilha com Evie, Daphne é aguardada ansiosamente por sua prima maluquinha Popi que sonha em encontrar o cara certo e conseguir realizar seus sonhos e projetos, se tornar bem sucedida, com uma vida confortável e rica. Reencontra na ilha Nitsa e outros parentes e conhecidos que há muito tempo não via. Enquanto Stephen demora alguns dias para chegar ela aproveita para mergulhar nas memórias, se reaproximar de sua Yia-yia e ver sua pequena Evie cada dia mais radiante diante do cenário de tirar o fôlego. 

“— Daphne – Yia-yia disse. — Daphne, isto não é uma criança. É um anjo enviado do céu. – Yia-yia segurou o queixo de Evie com seus dedos de anciã. A mão da velha senhora tremeu ligeiramente, mas ficou firme ao tocar o rosto da menina.

— Sim, ela é um anjo. E você também – Daphne disse, inclinando-se para entregar a bengala de Yia-yia.” 

Sua avó acreditava que a ilha falava com ela através de murmúrios do vento. Aquele era seu templo, havia magia em cada canto e era tudo o que ela precisava e Daphne precisava aprender a confiar nela. Precisava estar pronta para ouvir sobre os segredos que guardava todos esses anos. Yianni um amigo de Yia-yia inicialmente bateu de frente com ela, sendo grosseiro e irritadiço, chamando-a de Amerikanida teimosa. 

“— Yianni – Yia-yia anunciou enquanto colocava um prato na frente de Popi sem esperar para saber se Popi já tinha comido. — Sua prima quer dar um tapa em Yianni.

— Ah, sim, o pescador sexy. – Popi balanço a cabeça, sorrindo. — Eu também gostaria de dar uns tapas nele, mas não no rosto. – Popi se debruçou sobre a mesa e se serviu de uma porção generosa de spanakopita enquanto Daphne e Yia-yia caíam na gargalhada.

Um jovem misterioso, solteiro, sem mais amigos, um pescador instruído que ama livros e que vive sua vida sem perturbar ninguém. Mas ele conseguia irritar Daphne muito facilmente, com qualquer palavra rude que saia de seus lábios. Curiosa quanto a não o conhecer, já que a maioria das pessoas dali eram seus conhecidos antigos, ela resolveu fazer algumas perguntas as pessoas sobre ele para tentar conhecê-lo através delas. 

“Yianni nunca pôs os pés na ilha até alguns anos atrás. Ele não passou a infância aqui, como você. Mas ele ama este lugar tanto quanto você. Tanto quanto qualquer um de nós. – Yia-yia despejou o café grosso em duas xícaras e estendeu uma para Daphne.”

Com a aproximação do casamento Daphne se sentia cada vez mais agitada, tudo isso pelo fato de ter que ir embora daquele lugar, deixar a ilha para trás e com ela Yia-yia. Começar uma nova vida repleta de tudo que ela havia ansiado durante os anos solitários. 

“Daphne não conseguia tirar uma ideia da cabeça. O começo de uma vida nova significava o fim de outra.”

Eu li Um Romance Grego em apenas duas horas e meia, apesar das 286 páginas. É simplesmente incrível, encantador. Uma história surpreendente, leve, que faz com que o leitor se apegue de imediato e vivencie os acontecimentos como se estivesse lá. As palavras nos fazem refletir muito e transmitem os sentimentos, conflitos, decisões que ocorrem ao decorrer dos acontecimentos. O amor nos relacionamentos em geral, à busca pelo real significado desse amor nas pequenas coisas da vida, em cada ação do dia a dia, em tudo ao redor. 

Apesar de o título remeter a romance, o foco não é esse, mas a necessidade de se ter a sensibilidade para ouvir o som do coração, seguir seus instintos, se deixar levar sem planos e esquemas pré-determinados. Com personagens despretensiosos e especiais, cada um da sua maneira peculiar. Tive surpresas ao longo da leitura, mas gostei muito do desfecho, foi mais do que eu esperava. Recomendo a leitura. 




Um comentário:

  1. Adorei a premissa do livro, curto esses livros onde a superação e aprendizados se sobrepujam ao romance, com certeza leria com essa resenha linda :)
    ansiosa por mais resenhas da Ingrid.
    Beijos.
    Giuli

    Www.clubedolivro15.blogspot.com.br

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