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( Resenha ) A Décima Sinfonia de Joseph Gelinek @primaveraeditor

20 novembro Larissa 0 Comments

Primavera Editoral
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Sinopse


O ponto de partida da trama acontece quando o mundo da música clássica fica perplexo diante da notícia de que o maestro Roland Thomas encontrou – e reconstruiu – o primeiro movimento da mística décima sinfonia de Beethoven. Entre os convidados de um concerto particular, encontra-se o jovem musicólogo Daniel Paniagua que, encantado com a qualidade excepcional da música, questiona se o músico de Bonn vencera a “maldição da décima” – crença de que os grandes músicos redundam em fracasso ao ultrapassar a marca da nona obra. O enredo se complica com o assassinato de Roland Thomas, encontrado, horas depois do concerto, com a cabeça decepada e um pentagrama tatuado no crânio. Pelo profundo conhecimento da vida e obra de Beethoven, Daniel é chamado pela polícia para ajudar a desvendar o caso. Auxiliado por uma juíza e um sagaz inspetor de polícia, o protagonista enfrenta influentes grupos – inclusive descendentes de Napoleão Bonaparte – que têm como único intuito se apossarem do “Santo Graal” da música clássica. As respostas para desvendar o enigma de A décima sinfonia estão no passado confuso de Beethoven, e em um amor proibido e oculto… até agora. Paniagua, como um alter ego do autor, é um modo do mesmo ter cumplicidade com os leitores. Um protagonista cujas deduções estão muito bem explicadas, claras e concisas, sem exageros.

No fim do livro, temos quatro capítulos protagonizados pelo próprio Beethoven, uma das melhores partes do livro, que também serve para confirmar as investigações dos personagens. Por fim, uma ficção que passa aos leitores a preocupação com detalhes históricos e curiosidades, e que consegue dar a impressão de que o mundo da música está cheio de mistérios interessantes e com grande potencial fictício.


Resenha


- Mas podemos estar certos de uma coisa: se a Décima existe, tem um valor artístico extraordinário. Uma composição de primeira linha, como disse Arnold Schoenberg certa vez: "Parece que a Nona foi o limite. Quem quer ir além está condenado à morte. Parece que se alguma coisa nos fosse ser transmitida na Décima, não deveríamos saber, pois não estamos preparados ainda para isso."

Este livro é sobre uma investigação policial, mas o seu diferencial é que no decorrer da história o autor apresenta fatos históricos de diversos grandes nomes da música clássica, além da origem de diversos itens podendo assim despertar no leitor a curiosidade sobre este mundo tão magnífico.

Utilizando uma antiga "maldição" que existe sobre A Décima Composição no mundo musical, onde nenhum compositor sobreviveu para apresentar uma partitura completa. A história vai trazer uma investigação criminal que tem como vítima um maestro, Ronald Thomas, que na noite do seu assassinato havia interpretado uma suposta reconstrução do primeiro movimento da mítica Décima Sinfonia de Beethoven.  

- O que estou dizendo é que a Nona Sinfonia de Beethoven é considerada um dos grandes feitos artísticos da humanidade, comparável a Hamlet, de Shakespeare, ou ao Quixote, de Cervantes. E como Beethoven se superava em sinfonia em sinfonia, a Décima poderia incluir tesouros musicais ainda maiores do que sua irmã mais nova.

Daniel Paniagua é um musicólogo que tem como objeto de estudo para um livro, o gênio Beethoven. Professor em uma universidade, Daniel vive de música e ela é fonte de inspiração em diversas áreas de sua vida. A pedido de seu chefe, ele vai ao concerto privativo onde a Décima seria apresentada. Ele se encanta com a apresentação e após reflexões fica convencido de que Thomas poderia ter achado a partitura original e apresentado não uma reconstrução, e sim a própria obra de Beethoven. 

Mas no dia seguinte a apresentação o maestro aparece morto de forma brutal e Daniel é chamado para ajudar na investigação, pois são encontradas algumas provas que necessitavam da opinião de um profissional da área musical.
Assim a história vai contar o desenrolar da investigação, para saber quem foi o assassino de Thomas e qual o motivo que levou a sua morte. 

Interrogando pessoas influentes, desvendando mensagens ocultas, utilizando da história da música e das ligações pessoais do maestro, a partir do meio, o livro toma um ritmo empolgante.

Outro personagem que tem bastante participação na narrativa é o inspetor de policia, Mateos,  que se mostra empenhado em resolver este crime, por conta de um caso anterior onde foi mal sucedido. Então o policial corre contra o tempo, para reunir toda informação possível, para levar para a juíza e melhorar a imagem de seu departamento.
Além da investigação temos algumas passagens que mostram alguns problemas pessoais do professor Paniagua, o que é bem interessante pois torna o personagem mais real e aumenta a ligação do leitor com o protagonista.


Gostei bastante desse livro e aumentou a minha vontade de estudar um pouco sobre música clássica. Este livro tem o começo mais lento, entretanto conforme a investigação vai tomando forma as páginas vão passando rapidamente.
E o que foi mais divertido, o assassino foi uma total surpresa pra mim. Daquelas histórias que você tem que parar de ler só para dizer em voz alta "UAU!" (hahahaha)

O autor resolveu usar um pseudônimo, Joseph Gelinek. Esse nome foi tomado emprestado de um pianista virtuoso humilhado por Beethoven em um famoso duelo musical ocorrido em Viena, no final de XVIII.


Capa Original


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