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( Resenha ) Reformed Vampire - Grupo de Apoio ao Vampiro de Catherine Jinks @FarolLiterario

16 março Ingrid 0 Comments

Farol Literário


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Sinopse

Reformed Vampire – Grupo de Apoio ao Vampiro' é uma história diferente de tudo o que você já leu sobre vampiros. Na verdade, você vai conhecer o lado real de ser um vampiro, aquele que ninguém conta! Eles estão quase sempre doentes ou com dor, e se reúnem em uma espécie de terapia de grupo para discutirem seus problemas e como controlar seus instintos, ou seja, o desejo de sair mordendo pessoas. Nina tornou-se vampira quando tinha apenas quinze anos, e não envelheceu um dia desde então. Mas também não teve um dia sequer de diversão, já que sua rotina isolada dentro de casa é incrivelmente chata, sem poder fazer o que realmente tem vontade. No entanto, tudo vai mudar na vida dela e de seus amigos vampiros quando um membro do grupo é morto de forma misteriosa. Tendo sua identidade ameaçada, terão que sair à caça do assassino, e logo se descobrirão em uma disputa contra lobisomens. Será que vampiros tão frágeis poderão vencer uma batalha como esta? Sangue, desejo e instinto vem à tona com uma bala de prata no peito, estopim de uma batalha em busca da identidade.




Resenha



Nina aparenta ainda ter 15 anos de idade, pois parou de envelhecer no ano de 1973, quando foi infectada pelo vampirismo por Casimir Kucynski, um vampiro original, tendo na realidade 51 anos de idade. Contido, apesar do que viveu, ela se comporta como uma adolescente, não admitindo algo diferente disso. 

Sua vida se resume a ficar o dia inteiro dentro de casa, onde mora com a mãe e escreve suas Crônicas Bloodstone, com o pseudônimo de N. F. Harris. A personagem de seus livros Zadia Bloodstone é uma vampira forte, determinada e linda, uma heroína destemida, como ela sempre desejou ser. Nem mesmo era permitido aos vampiros do grupo pegar qualquer tipo de transporte público, para que não caíssem na tentação de atacar um pescoço qualquer, não se alimentavam de sangue, não matavam, pegavam carona uns com os outros. 

“O fato é que não consigo fazer muita coisa. Isso é parte do problema. As pessoas acham que vampiros são glamorosos e poderosos, mas eu estou aqui para informar a vocês que ser um vampiro não tem nada a ver com isso. Nem um pouco. Ao contrário, é como ficar presa em casa com gripe, assistindo a programação diurna na televisão, para sempre.”

Para cada vampiro falar sobre seus problemas e o quão deprimentes são suas vidas, foi criado um grupo de Apoio ao Vampiro, coordenado pelo padre Ramon. Nina sequer consegue sair de casa sem seus óculos escuros, e isso a deixa ainda mais aborrecida. 

“Levantei meus óculos de sol para ver melhor as festividades.
Seria só uma olhadela rápida. Mas Sanford quase arrancou minha cabeça.
— Nina! — ele berrou. — Há faróis em todos os lugares! Você quer que seus olhos comecem a sangrar de novo?
Bem-vindos ao meu mundo. É o tipo de lugar onde você não pode fazer a coisa mais simples sem se arriscar a ter uma baita hemorragia.
Estou cansada disso.”

Após sessenta anos de confinamento em um cofre sob uma laje de cimento, para não infectar mais ninguém com o vampirismo, ao ser finalmente libertado, Casimir é encontrado morto em seu apartamento, com uma estaca afiada enfiada no peito, causando espanto em todos. Eles se apavoram, sentem-se ameaçados, pois assim como o assassino o encontrou, possivelmente os encontraria em suas casas. Para se proteger permaneceriam juntos, tentando descobrir quem era o assassino, antes que mais alguém fosse morto, e nesse caminho encontram lobisomens. 

“Porque, vamos encarar: quando você é um vampiro, a pior coisa com a qual tem que lidar, pior do que o isolamento, as situações que somos forçados a viver, e os problemas de saúde, é o fato de uma grande arte da população mundial querer matar você.”

Ao contrário dos vampiros com que estamos acostumados a ver em inúmeras histórias, perfeitos, de arrasar corações, encantadores, esses são os verdadeiros mortos vivos, os comparo à zumbis, pois vivem uma realidade diferente, uma vida miserável, são miseráveis no geral. Então não espere nada fofo, muito menos um romance. 

“Quando o mundo inteiro odeia você, o medo se torna seu companheiro.”

O livro é narrado em primeira pessoa por Nina, o que encaixou bem. Gostei da capa, sombria, com o vermelho e preto, remete a personagem principal. A diagramação apesar de simples, está bem feita. 

A escrita da autora no início promete, mas ao longo das páginas se torna um pouco maçante, e quando parece que vai melhorar, que as coisas vão acontecer, não há ação. Suas 390 páginas não são fluídas, o que cansa um pouco o leitor e desanima a leitura. Os diálogos poderiam ter sido melhor trabalhados, com maior envolvimento. 

Sinceramente ao ler a sinopse, esperava algo mais dessa história, mas não me surpreendeu, me decepcionei, pois faltou embalo. O segundo livro chama-se ABUSED WEREWOLF Grupo de Resgate ao Lobisomem, espero que seja melhor que esse. 




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