Editora Valentina

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19 maio Clã dos Livros 0 Comments


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Sinopse

A escalada, incluídas todas as suas modalidades, é de longe o esporte que rendeu o maior número de livros em todo o mundo. Contam-se aos milhares os relatos publicados de viagens, expedições e escaladas avulsas, e há até prêmios específicos para este florescente gênero literário. No Brasil, a produção é ainda bem modesta, e quase toda centrada em expedições ao Everest ou a algumas poucas outras grandes montanhas geladas no exterior.
Por um triz, no entanto, reúne uma impressionante coletânea de histórias vividas por um dos mais experientes escaladores do país nas suas montanhas domésticas, com belezas e dificuldades próprias que em nada ficam devendo, em termos de emoção, às vividas pelos escaladores de maciços rochosos mais famosos, embora sejam certamente diferentes em muitos aspectos. Assim, os relatos das famosas ascensões invernais aqui se veem substituídos por escaladas sob um calor debilitante, e a travessia de paredes instáveis de gelo e neve dá lugar a passagens igualmente precárias em vegetação. E há ainda, no caso do Rio de Janeiro, o maior centro de escaladas urbanas do mundo, situações tensas típicas (e, às vezes, bizarras) decorrentes de encontros na mata ou no acesso a elas com bandos de traficantes ou outros tipos portando uma arma em suas mãos.

É um livro, portanto, que deve agradar tanto a praticantes dedicados, que se identificarão com as situações nele descritas, quanto a leigos, que terão a chance de conhecer as peculiaridades de um esporte fascinante, que cresceu muito no Brasil nas últimas duas décadas.

SOBRE A AUTOR

André Ilha já passou dos 50 e escala montanhas desde os 13 anos de idade. Formou-se em guia amador de escaladas em 1980 e é o brasileiro com o maior número de novas vias escaladas a seu crédito – quase 700 em diversos estados, das quais cerca de 100 chegando ao cume de montanhas ou pontões até então virgens. Autor e coautor de três guias de escalada, escreveu ainda inúmeros artigos sobre o esporte para revistas nacionais e estrangeiras, sendo também responsável pelo Manifesto da Escalada Natural, de 1983, texto seminal que estabeleceu as bases teóricas da moderna escalada brasileira. André é auditor fiscal da Receita Federal e foi superintendente no INSS no estado do Rio de Janeiro. Ambientalista dedicado, foi um dos fundadores do Grupo Ação Ecológica, ONG sediada no Rio, ocupou por três vezes a presidência do Instituto Estadual de Florestas (RJ), e foi diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) por mais de 5 anos. Cerca de 65% da área protegida em parques e reservas estaduais do estado do Rio de Janeiro foram criados durante as suas gestões.


Sinopse

Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, sendo o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade – e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos.

Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica – e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.

SOBRE O AUTOR

JOACHIM MEYERHOFF nasceu em 1967, em Homburg/Saar, mas cresceu em Schleswig. Por seu romance de estreia, Alle Toten fliegen hoch. Amerika [Todos os mortos voam alto. América], recebeu o Prêmio Literário Franz Tumler, em 2011, e o Prêmio de Literatura de Bremen. Desde 2005 é membro do Burgtheater, em Viena. Em seu ciclo de seis partes, Alle Toten fliegen hoch, Meyerhoff apareceu no palco como narrador e foi convidado para o Encontro Teatral de 2009. Em 2007, foi escolhido como Ator do Ano.

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