5 Estrelas,

( Resenha ) O Diário de Bridget Jones de Helen Fielding @EditoraParalela

25 setembro Larissa 0 Comments

Editora Paralela
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Sinopse

Bridget Jones já é uma personagem querida por milhares de leitores. Seja pelas suas desventuras amorosas ou problemas com os pais, é muito fácil se identificar (e adorar) a personagem criada por Helen Fielding. Em uma nova edição comemorativa dos 20 anos desde o lançamento do primeiro livro, está é uma chance para um reencontro de fãs antigos ou uma nova paixão para quem nunca leu este clássico. Bridget continua atual e afiada como nunca: uma personagem tão perfeitamente imperfeita para ajudar todos que já sentiram que eram os únicos cuja vida não está sob controle.

Resenha


"Detesto essas coisas. Como se, pelo simples fato de ser solteira, você não tivesse um lar, amigos nem compromissos, e ainda por cima é considerada egoísta por se recusar a ficar à disposição de todos o Natal inteiro. As pessoas acham que você deveria ficar feliz porque vai dormir torta num saco de dormir no quarto dos adolescentes, descascar batatas o dia inteiro para cinquenta pessoas e ser gentil com tarados a quem chama de "tios", enquanto eles ficam olhando seus peitos."
O diário de Bridget Jones é considerado um clássico do humor e este ano a publicação original completou 20 anos. A Paralela, selo da Editora Companhia das Letras, relançou os livros 1 e 2 com novas capas comemorativas maravilhosas e também lançou o livro 3, O Bebê de Bridget Jones.

O livro tem o formato de um diário onde Bridget Jones, uma mulher com trinta e poucos anos, relata os seus dias, as suas metas e seus sonhos.



Por conta do formato, o leitor sente como se estivesse em uma conversa com Bridget onde ela desabafa sem titubear todos os seus sentimentos sobre vários segmentos de sua vida. Trabalho, família, romance, amigos e imagem, nada passa batido pelos relatos da protagonista.

De forma coloquial e divertida Helen faz com que o leitor se conecte com a personagem e escute todos as suas lamúrias, dando várias risadas com as confusões que acontecem com a Bridget.
" -Os homens ficam mais atraentes quando envelhecem, o que não ocorre com as mulheres. Então, todas as garotas de vinte e dois anos que não olhariam para você quando tinha vinte e cinco vão cair matando agora".


Sentei e abaixei a cabeça, pensando furiosa na opinião deles sobre os prazos de validade das mulheres e sua visão da vida como uma dança das cadeiras em que as garotas de pé - isto é, sem homem - caem fora do jogo quando a música para - isto é, quando passam dos trinta. Argh. Até parece."
O que torna a leitura fácil é que tudo o que acontece é muito real, são histórias que provavelmente você já ouviu alguma amiga contar ou soube que aconteceu com algum conhecido.

O livro começa com as metas de Bridget para o ano e vamos acompanhar todos os seus dias para saber o que conquistou e quais metas sofreram modificação ou simplesmente foram excluídas da lista.




Solteira e em um emprego que não desperta o seu interesse, Bridget mantém sua atenção no bonitão do seu chefe, que também é o típico galinha, diga-se de passagem. E a busca pela atenção do galã da empresa toma muito do seu tempo e de seus pensamentos.

Além disso podemos observar o relacionamento dela com seus amigos, com os seus pais, com os colegas de trabalho e também seus romances.

"Ai, Deus. Por que as pessoas casadas não conseguem entender que essa não é mais uma pergunta educada? Nós não perguntaríamos para eles: "Como vai seu casamento? Continuam transando?" Todo mundo sabe que arrumar um namorado depois dos trinta não é a mesma maravilha que era aos vinte e dois."

Este livro foi adaptado para cinema em 2001 tendo Renée Zellweger como Bridget Jones. Também é um filme de humor super comentado e assistido dos jovens aos mais velhos. Não consegui encontrar o trailer dublado ou legendado da adaptação, mas deixo aqui o trailer original para que possam ver um trecho da adaptação.





Já tinha assistido o filme antes de ler o livro, mas não atrapalhou a minha leitura. Foi tão divertido quanto assistir ao filme, que eu já assisti centenas de vezes. Só tem um personagem que é muito pior no livro do que é no filme e me deixou nervosa (rsrsrs).

O livro tem 20 anos de publicação mas se encaixa perfeitamente nos dias de hoje, uma leitura leve e bem humorada, sobre as dificuldades do dia-a-dia e as pequenas paranoias que muitos de nós temos nas nossas vidas.

"Pessoas sensatas dirão que Daniel deve gostar de mim do jeito que sou, mas sou fruto da cultura Cosmopolitan, fui traumatizada por supermodelos e todo tipo de testes e sei que nem minha personalidade nem meu corpo darão conta do recado se não forem bem trabalhados. Não aguento a tensão. Vou cancelar o encontro e passar a noite inteira comendo bolacha usando uma camiseta suja de ovo."

Um clássico, pois não importa o ano no qual foi lançado, ele alcançará o público de várias idades por muitos anos, além dos vinte já percorridos.

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