5 Estrelas,

( Resenha ) Juntando os Pedaços Jennifer Niven @editoraseguinte

11 dezembro Ingrid 0 Comments

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Resenha


"Imagine entrar em um lugar cheio de estranhos, pessoas que não significam nada para você, porque você não sabe o nome ou a história delas. Agora imagine ir para a escola, para o trabalho ou, pior, para sua própria casa e todos lá parecerem estranhos também."

Jack Masselin tem prosopagnosia, que é a incapacidade de reconhecer o rosto das pessoas, fazendo com que todos pareçam estranhos. Ele percebeu isso aos 14 anos de idade e precisa decorar o jeito de andar de cada um, os gestos, a voz, reconhecendo as pessoas através disso. Ninguém sabe sobre a doença de Jack e ele faz o necessário para mantê-la em segredo, permanecendo com a popularidade intacta.

"Se um gênio da lâmpada surgisse na minha frente, meus três desejos seriam: que minha mãe estivesse viva, que nunca mais acontecesse nada de ruim ou triste comigo e que eu fosse uma das Damsels, líderes de torcida do colégio Martin Van Buren."

Libby Strout perdeu a mãe aos 10 anos de idade, comeu até quase morrer, foi resgatada da própria casa enquanto o país inteiro acompanhava, sendo apelidada pela mídia de Adolescente Mais Gorda dos Estados Unidos, o começo do bullying. Nos últimos dois anos e meio, a única coisa com que Libby precisou se preocupar foi em sobreviver, contando sempre com o apoio do pai. Depois de aguentar os exercícios, as dietas e a decepção nacional, recebendo e-mails raivosos de estranhos, ela finalmente perdeu peso suficiente, sentindo-se pronta para encarar o ensino médio. 


"Então esse sou eu...
É o que penso sempre que vejo meu reflexo. Não tipo: Uau! Esse sou eu. E sim: Hum. Certo. O que temos aqui? Me aproximo do espelho, tentando juntar as peças do meu rosto, como um quebra-cabeças."
Há uns dois anos, os pais de Jack se davam muito bem, até que ele descobriu que o pai traía a mãe e pouco depois o pai descobriu estar com câncer. A doença foi tratada, mas as coisas não tem sido fáceis, sobretudo, para Dusty de 10 anos de idade. Caroline Lushamp é a coisa mais próxima de uma namorada que Jack tem, apesar das idas e vindas, ele acredita que enquanto estiver com ela está tudo bem. 
"O mais difícil de tudo é algo que eu não esperava - ver pessoas que eu conhecia, com quem cresci, e saber que, enquanto eu estava presa em casa, elas estavam crescendo e indo a escola e fazendo amigos e vivendo. Sinto que sou a única que ficou estacionada."
Libby acredita que pode começar do zero e o que quer que tenha acontecido já passou. Ela se sente diferente e enxerga os outros de forma diferente. No entanto, tem que lidar com Caroline Lushamp e Kendra Wu elogiando-a por pena. 
"Não sou um merda, mais estou prestes a fazer merda. Você vai me odiar, outras pessoas vão me odiar, mas vou fazer isso mesmo assim, para proteger você e a mim mesmo..."
Kam e Seth, os melhores amigos de Jack, forçam ele a participar de um jogo idiota, cujo nome é Rodeio das Gordas e consiste em chegar em uma menina gorda e se jogar nela como se estivesse montando um touro, segurando-se o mais forte que puder, quem segurar por mais tempo ganha. Libby é vista pelos garotos como a medalha de ouro do jogo, o prêmio, quem conseguir se segurar nela ganha e Jack faz isso com o intuito de protegê-la, provocando-a a ponto de bater nele e desrespeitar as regras do colégio. 

Logo, Libby e Jack são levados a diretoria para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido para a Sra. Wasserman, que parece severa. Sendo incumbidos de realizar serviço comunitário juntos para o colégio e também encontrar um orientador todos os dias depois da aula, pelas próximas semanas. A Roda da Conversa é uma solução eficaz e a diretora acredita que funcionará com eles. 

Libby e Jack precisam aprender com a experiência um do outro. A aproximação entre eles faz com que se tornem grandes amigos e a possibilidade de um relacionamento existe, pois ela é a única com um rosto e ele é o único que a enxerga além de sua aparência.

Um romance emocionante, sensível, encantador e divertido, que me tocou profundamente do início ao fim. Narrado em primeira pessoa intercala entre os pontos de vista dos protagonistas, Libby e Jack, com capítulos curtos. 

Jennifer Niven é autora de Por Lugares Incríveis e possui uma escrita sensível, delicada e contagiante. Os personagens são muito bem construídos, cada um com sua peculiaridade, marcantes e certamente cativantes. 

A capa é linda e criativa, com um significado especial e uma textura diferente. A diagramação é condizente com o conteúdo, simples, mas com fontes expressivas. A revisão é ótima. 

Dou cinco estrelas e recomendo!!!

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