5 Estrelas,

( Resenha ) Sete Minutos Depois da Meia-Noite de Patrick Ness @Novo_Conceito

14 janeiro Denise 9 Comments

Editora Novo Conceito

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Resenha


Patrick Ness se baseou na ideia de Siobhan Dowd para escrever Sete minutos depois da meia-noite, um livro instigante que traz uma história repleta de fantasias e desafios.


Conor tem treze anos e vive um momento muito complicado. Sua mãe sempre presente, alegre e amorosa sofre de uma grave doença e passa por uma fase difícil no tratamento que a deixa cada dia mais debilitada. Por mais que Conor faça o seu melhor,  nada é como antes.



Na escola a situação também não está fácil. Sua amiga mais antiga, Lily Andrews, fez algo que não tem como perdoar. Agora todos sabem da doença de sua mãe e Conor não tem mais identidade. Tornou-se o filho da mulher doente. Os colegas não o ignoram, como ele preferiria, pelo contrário, o machucam ainda mais. Dos professores tornou-se alguém que carece de pena.

As aulas tinham acabado e ele conseguiu escapar. Passou o dia evitando Harry e os outros, apesar de eles provavelmente saberem que era melhor não arriscar causando-lhe outro “ acidente” logo depois de quase serem pegos pela srta. Kwuan. Ele também evitou Lily, que voltava à aula com os olhos vermelhos e uma carranca de dar medo. Quando o último sinal tocou Conor saiu correndo, sentindo o peso da escola, de Harry e de Lily saindo dos seus ombros ao abrir ruas e mais ruas de distância entre eles e tudo mais.

A avó materna chegou para dar todo o suporte necessário, mas sua avó não é como as outras avós. Conor não tem afinidade e a considera uma intrusa na sua relação com a mãe.

- Sua avó chega amanhã.
Conor encolheu os ombros.
- Ah, mamãe.
- Não precisamos dela aqui...
- Conor – interrompeu a mãe, tão ríspida que aquilo pareceu surpreender os dois. Fez-se um longo silêncio. E então ela sorriu novamente, parecendo muito, muito cansada mesmo.
- Farei o possível para que essa situação seja breve, tá! 

Conor tinha de dormir no sofá sempre que sua avó os visitava. Mas não era isso. Ele não gostava da forma como sua avó falava com ele, como se fosse um funcionário sendo avaliado.
Por consideração, o pai que vive em outra cidade com a nova família, veio visitá-los. Mesmo conversando pelo telefone de duas em duas semanas, os dois precisam resgatar laços.
- Como você está camarada? – perguntou o pai, enquanto esperavam que a garçonete trouxesse as pizzas.
- Camarada? - Perguntou Conor, arqueando uma sobrancelha cética.
- Desculpe – falou o pai, sorrindo. – o inglês dos Estados Unidos é uma língua completamente diferente.
- Sua voz parece engraçada sempre que converso com você.
- Ah, é mesmo. – Seu pai tamborilava na taça de vinho. – É bom vê-lo.
Por incrível que pareça no meio desse turbilhão de acontecimentos, seu único conforto é o monstro que chegou num pesadelo e ficou.


Um monstro de verdade!
Sob o olhar de Conor, os galhos mais altos da árvore se reuniam formando um rosto enorme e horrível, com boca, nariz e até mesmo olhos que os espiavam cintilantes...o restante da árvore se arrumou na forma de uma espinha dorsal e depois de um torso, as folhas finas como agulhas se unindo para formar uma pele verde e peluda que se movia e respirava como se houvesse músculos e pulmões por baixo.

O monstro do seu jardim que agora aparece sempre aos sete minutos depois da meia noite. 

Porque ele veio? Quem o chamou? Porque ele ainda continua ao lado de Conor?

Ele é gigantesco, assustador, mas é um bom contador de histórias. Suas histórias sempre fazem paralelos com o que Conor está vivendo. São histórias fantásticas, inimagináveis!

O monstro se ajoelhou para que seu rosto ficasse perto do de Conor. – Histórias de como derrotei inimigos – disse - histórias de como matei dragões.
Conor fechou e abriu os olhos diante da expressão do monstro.
- Histórias são criaturas selvagens – afirmou o monstro – quando você as solta, quem sabe o que podem causar?

Agora a mãe está no hospital e precisa realizar um novo tratamento, pois o outro não está mais adiantando. Ela se esforça pra mostrar que tudo está bem, que tudo terminará bem. Mas Conor sente raiva, medo, dor, tristeza, saudade...

- Você pode ter a raiva que quiser – afirmou ela. – Não deixe que ninguém lhe diga o contrário. Nem sua avó, nem seu pai, nem ninguém. E se você precisar quebrar as coisas, então, por Deus, quebre-as com vontade!
Ele não conseguia olhar pra mãe, simplesmente não conseguia.
- e, se um dia – continuou ela, agora realmente chorando -, você olhar pra trás e se sentir mal por ter raiva, se você se sentir muito mal por estar com raiva de mim, tanto que não consegue nem falar comigo, então você tem de saber que está tudo bem. Está tudo bem. Que eu sabia. Eu sei, entende? Sei de tudo o que você precisa me dizer sem que você precise dizer em voz alta. Tudo bem?

Como diz o autor: "histórias não terminam com os escritores, por mais que eles tenham dado início à corrida..."

Você vai se emocionar com tanta riqueza.

Sete minutos depois da meia-noite é uma história de muito amor. Amor que sempre esteve presente, mas que precisa partir. A esperança faz parte dos nossos dias. Esperamos que tudo aconteça como desejamos, mas o monstro vem explicar que a vida não é a realização dos nossos desejos. Ela é muito mais! Ela é a nossa coragem, a nossa força!

Recomendo que leiam e preparem-se para grandes emoções.

Confira o Trailer do filme que teve estréia esse mês.


9 comentários:

  1. Nossa, fiquei fascinada com essa história!
    E com muita,mas muita pena do Conor...
    Ver a mãe definhando aos poucos e ainda ter que lidar com crianças tão cruéis...
    Não sei se o monstro é imaginação dele ou não. Mas acho que irá ajudá-lo a lidar com as adversidades.

    Esse livro já está entrando para a lista de meus desejados.
    Mas sei que vou me emocionar bastante!
    Principalmente pelo personagem principal ser uma criança.

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  2. Que linda resenha e espero ler e o livro antes de ver o filme. Fiquei com pena de ver tanto peso nas costas de um menino a ponto de um monstro acabar se tornando o amigo imaginário. Gostei muito e quero ouvir as histórias do monstro

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  3. Tenho visto muitos elogios em relação a essa história, e me surpreendi por essa história emocionante e bonita, além de ser tão rica em reflexões. Quero muito conhecer esse personagem, o monstro e suas história. Fiquei muito feliz em saber que será lançado o filme, claro que pretendo ler o livro antes de assistir.

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  4. Imagino esse monstro como sendo um amigo imaginário, que apareceu em um momento de grande pressão, e através dele o garoto pode fugir da realidade dura que está passando.

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  5. Oi Denise.
    Sete minutos depois da meia-noite parece ser bem interessante. Não sabia que ia ter adaptação cinematográfica dele.
    Já li um livro do autor e gostei da sua escrita.
    Eu fiquei super curiosa para saber quais são as histórias que o monstro conta para Conor.
    Bjs

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  6. Eu tenho esse livro na minha lista de desejados.
    Depois que lançou o filme foi que fiquei mais interessada em ler o livro antes de ver o filme. Senti que a história é bem leve, mas reflexiva com todo o drama que o garoto passa.

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  7. Oi!
    Foi só essa semana que fui conhecer e assistir ao trailer do filme, essa parece ser uma historia muito emocionante e bem diferente, com certeza o Conor está passado por muita coisa logo nesse começo da historia e achei bem interessante como o autor trás um mostro para ajudar o garoto, estou bem curiosa para saber mais !!

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  8. Oi!

    Eu estou muito ansiosa pra ler esse livro - muito mais do que pra assistir o filme, devo dizer.
    Adoro fantasia e ainda mais quando tem crianças hahaha
    Achei bem interessante a ideia de ter um ent q matou dragões e que é um contador de histórias tbm.
    A unica coisa que eu nao gostei foi a capa, q parece ser o poster do filme :(

    bjbj

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  9. Olá!
    Adorei essa dica. Com certeza é um estilo de leitura que eu adoro!
    Quero ler o livro, antes de assistir o filme. Mas acredito que ambos serão ótimos.
    Por tudo que você comentou, o enredo é repleto de sentimentos, emoções e uma mensagem que toca o coração.
    Linda resenha.
    Beijos.

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