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( Resenha ) Crueldade @editoraseguinte - Livro 01 The Cruelty de Scott Bergstrom

14 julho Taty Assis 0 Comments


Editora Seguinte
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Resenha


Desde o assassinato de sua mãe, quando ainda era uma criança, a vida de Gwendolyn Bloom se resumia a ela e a seu pai. Ele, um diplomata do governo americano, necessitava estar sempre mudando de país por causa de seu trabalho, e por conta disso Gwen teve que aprender a se adaptar em cada nova cidade; em cada nova escola. E nem sempre foi fácil, já que na maioria das vezes não era aceita, tendo que aguentar ofensas e agressões por parte de seus “colegas” da escola.

Se adaptar em Nova York não está sendo nada fácil e tudo piora quando seu pai viaja a Paris a trabalho e acaba sumindo. Se não bastasse tudo isso, Gwendolyn acaba descobrindo que não sabe nada sobre o pai. Ele, na verdade, é um agente da CIA, e provavelmente foi sequestrado por criminosos.

Enquanto as investigações transcorrem, Gwendolyn acaba descobrindo algumas pistas que poderiam levá-la até seu pai. E quando percebe que ninguém fará todos os esforços para encontrá-lo, ela acaba decidindo procurá-lo por conta própria.

“O mundo que ele descreveu é aterrorizante. Mas, se ninguém mais vai agir por mim, então tenho que tomar uma decisão: continuar sendo uma criança e não fazer nada ou me transformar em adulta e fazer sozinha o que tem que ser feito. Essa, me parece, é a diferença entre a criança e o adulto, entre a menina caçada por lobos e a caçadora.”

A partir do momento que decide ir atrás de seu pai, Gwendolyn coloca sua vida em risco. Ela terá que aprender de maneira rápida sobre o mundo que lhe espera. E para conseguir ter êxito em sua missão, ela contará com a ajuda de Yael, uma agente e a “amiga” de um amigo.

Yael lhe ensinará o necessário para sobreviver no mundo que está adentrando, e pouco tempo depois Gwen precisará se virar sozinha e tomar as suas próprias decisões.

“É isso. O terror está se metamorfoseando naquela coisa dentro de mim que descobri em Nova York, a coisa que Yael treinou e refinou. A coisa é o lado ruim, o contraponto, a resposta gritada à pergunta do terror. Ele pergunta: O que vai ser de mim? A coisa responde: Isto.”
Crueldade foi uma leitura interessante em muitos aspectos, a começar por Gwendolyn. Me surpreendi com sua força e objetividade. Ela, mesmo sem conhecer muita coisa da vida e dos riscos do trabalho de seu pai, não hesitou em nenhum instante desde o momento no qual decidiu que descobriria o paradeiro dele e o salvaria, mesmo sabendo que poderia não encontrá-lo e que também poderia morrer antes mesmo de saber o que de fato aconteceu, para que ele sumisse de repente, sem deixar vestígios.


Com apenas 17 anos, Gwen teve que aprender a ser outro alguém. Ela teve que se tornar fria, imparcial, e usar as pessoas a seu favor. Com o desenvolver da história percebemos que a experiência que está tendo em um mundo cheio de violência, máfia, tráfico... está transformando-a em uma pessoa cruel, movida pela vingança e pelo desejo de encontrar o pai.

“[...] Eu me pareço com aquilo em que estou me transformando em alta velocidade: uma mulher dura, mais cruel do que a garota que deixou para trás, se escondendo cinicamente atrás de uma máscara de maquiagem bem aplicada.”
Outro aspecto que eu adorei, foi que o livro é regado a muita ação. O autor não nos poupou dos detalhes sórdidos, sem contar que sua escrita é completamente instigante.

O livro é todo narrado por Gwendolyn, então podemos acompanhar suas reações diante da nova realidade de sua vida e também seu amadurecimento. Com o desenvolver da história, eu fiquei pensando: a Gwen nasceu para essa vida. Uma vida de espiã assassina rs. Ela lida muito bem com as situações mesmo não tendo nenhuma experiência. Foi interessante ver como ela lidou com a máfia, na qual se viu obrigada a infiltrar-se para, quem sabe, descobrir o paradeiro do pai. Suas ações por vezes são cruéis, mas sempre com um proposito: o de salvar o pai e algumas garotas.

A história é muito boa, tanto que já estou ansiosa pela sequência. Quero saber o que acontecerá com Gwendolyn depois de suas ações em Crueldade.

E eu não poderia deixar de mencionar que a edição está linda! Amei as cores usadas na capa e a imagem nela, condiz muito com a história.

Adorei! Um belo suspense, regado a muita ação.

“EU GOSTARIA DE AGRADECER A BOHDAN KLADIVO e seu filho Roman. [...] Em todo caso, gostaria de agradecer a todos esses homens. Pelas lições que me ensinaram. Por prepararem a coisa dentro de mim, a crueldade, que cresce e fica maior, mais forte e mais terrível a cada dia que passa.”

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