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( Resenha ) Serafina e a Capa Preta - Livro 1 da Série Serafina de Robert Beatty @EdValentina

14 maio Fabi Carvalhais 0 Comments

Editora Valentina

Resenha

2018 tem sido um ano feliz no quesito leitura. Preciso agradecer – e muito! – ao Clã dos Livros, pois mais uma vez, o blog me proporcionou uma leitura deliciosa, uma leitura que deixou o meu coração super quentinho!

Nossa história começa no porão da mansão Biltmore. Serafina, uma menininha de 12 anos, mora ali com seu pai, um cara simples, mas de coração imenso, que trabalha fazendo tudo quanto é manutenção da mansão. Além de manter todo o maquinário e demais instalações em ordem, ele também ajudou a construir aquilo tudinho! Cara inteligente e esforçado esse Pa (apelido carinho que a garotinha pôs no pai) da Serafina, viu. Mas a qualidade que mais se destaca é o amor que ele sente pela filha. Ah, e também o esforço que ele faz para mantê-la protegida – e escondida. 

Serafina não é como as meninas normais que ela vê passeando pela mansão. Ela tem a pele pálida, olhos grandes, cor de âmbar, marcantes e lindos. Tem cabelos claros e uma feição delicada. Falando assim, ela parece não só normal, mas linda, não é mesmo? E realmente ela é  linda, e se assemelha muito a uma garotinha normal. O que a difere delas é o fato de ter um probleminha em uma de suas vértebras, e também o fato de que ela tem somente oito dedinhos nos pés. Nada perceptível, desde que ela use sapatos... mas há mais algumas particularidades que fazem dela uma garotinha diferente: Serafina é capaz de enxergar muito bem no escuro, se movimenta silenciosamente, como uma predadora. Normalmente troca o dia pela noite, pois se sente mais à vontade na escuridão. É capaz de se esconder como ninguém, e é uma exímia caçadora. Suas presas são os ratos, mas em breve, ela terá um desafio maior.

Certa noite, em uma de suas andanças em busca de ratos para caçar, Serafina presencia algo terrível. Um homem envolto em uma capa preta com um odor fétido está atrás de uma linda garotinha de vestido amarelo. A garotinha tenta fugir, se esconder, mas acaba sendo capturada. Assim que a alcança, O Homem da Capa Preta absorve a menina, como que num piscar de olhos. Puf! Sumiu, simplesmente. Serafina tenta ajudar, luta contra o homem e quase leva a pior, mas seus instintos e dons a salvaram. Ela consegue se esconder, e no dia seguinte, percebe que não se fala em outra coisa na mansão. O desaparecimento da menininha, filha de um dos convidados dos Vanderbilts, deixa todos ali em polvorosa.  


Ela tenta contar ao pai o que aconteceu, mas ele acha que tudo aquilo não passa de uma fantasia que ela andou lendo por aí. Ela fica frustrada, brava como só, mas não desiste. Ela precisa contar isso para alguém, por isso, se esgueira pela mansão a fim de encontrar alguém que a leve a sério. E funciona. Além de encontrar um ouvinte atencioso, Serafina ganha um amigo.

Braeden, sobrinho dos Vanderbilt, os donos da mansão, conta à Sera (apelido carinho dado pelo pai) que essa não é a primeira garota a sumir na mansão. Assim que ambos ouvem todos os relatos acerca dos desaparecimentos, eles têm a certeza de que todos eles estão interligados, e que o culpado é o Homem da Capa preta. 

Agora, Braeden e Serafina estão em apuros, pois estão na mira desse homem mau. Nossa caçadora de ratos tem um suspeito, e após muitos perrengues e aventuras, ela sabe que precisa ser muito corajosa, pois só ela pode impedir que seu novo amigo tenha o mesmo fim que as demais crianças desaparecidas. 

Esse livro tem tudo o que eu considero primordial para uma boa fantasia. Ela tem mistério, aventuras, seres sobrenaturais e o melhor: nada beira o ridículo, nada me fez torcer o nariz e pensar que nada daquilo poderia vir a ser real. Com sua narrativa envolvente, descritiva e com um certo tom de conto de fadas, Robert Beatty nos brinda com uma trama bem amarrada e viciante! Em poucas páginas – eu achei pouco, gente! Queria muito mais! – , ele conseguiu nos apresentar bem os personagens que, pelo que eu entendi, irão protagonizar outras aventuras em outros livros. Não compreendi bem como isso vai funcionar, uma vez que todo o mistério do Homem da Capa Preta foi desvendado aqui, mas sinto que os próximos livros irão imergir mais na história de Serafina e em sua amizade com Braeden. 

A edição está simplesmente impecável, e a revisão, nem se fala! O capricho da editora para com o exemplar é nítido em cada página, pois podemos notar o carinho com que tudo ali foi feito e pensado. Ao início de cada capítulo temos um desenho que, por muito tempo, nos deixa encucados em relação ao seu significado, para depois tornar-se parte daquilo, para casar-se bem direitinho com a trama. 

Indico a leitura, e vou além: leia-o para uma criança! Que tal ler um capítulo para seu pequerrucho todas as noites? Ou dar de presente para aquele priminho ou priminha que já está lendo livros um pouco mais extensos? E ó, não se assuste com a minha indicação! Não é por que estou indicando tão efusivamente pra crianças que quer dizer que os adultos não irão curtir, pelo contrário. Esse é um daqueles livros leves que todo leitor assíduo deve ter em sua estante, pois ele cai super bem após uma leitura tensa. É daquele tipo de livro delicinha ideal para um fim de semana preguiçoso, ou para uma viagem curta e gostosa. Ideal para desanuviar a mente, para aquecer o coração e te arrancar sorrisos e suspiros. Já ouviram alguém dizer que gostaria de botar determinada coisa num potinho? Pois é. Eu gostaria de fazer isso com essa história. Gostaria de colocar Serafina e a capa preta em um potinho e ali deixar, só para admirar...  


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