5 Estrelas,

( Resenha ) A Caçadora de Dragões - Livro 1 da Trilogia Iskari de Kristen Ciccarelli @ciadeletras @editoraseguinte

11 setembro Ingrid 0 Comments


Companhia das Letras

Leia a sinopse AQUI.

Resenha


A Caçadora de Dragões é o primeiro livro da Trilogia Iskari de Kristen Ciccarelli. Dragões e humanos estão em guerra, mas somente uma garota poderá acabar com isso. O desfecho me deixou ainda mais ansiosa para saber o que vai acontecer nos próximos livros.


“Ela odiava fazer aquilo. Contar tais histórias era proibido, perigoso e até mesmo mortal.”

Asha, a filha do rei de Firgaard, era apenas uma criança que sofria com terríveis pesadelos, quando a mãe começou a contar histórias antigas. Essas histórias foram proibidas no reino por serem perigosas para quem as contava, já que atraíam dragões. Desta forma, Asha atraiu Kozu, o primeiro dragão. Logo, o fogo dele destruiu seu lar, os entes queridos e a vida do povo. 

Então, incapaz de condenar a própria filha à morte, o rei ofereceu a ela uma chance de redenção. Ele prometeu sua mão ao garoto que a salvou. Jarek, que havia perdido o pai e a mãe no fogo pelo qual ela era responsável. 

A união seria o último ato da redenção de Asha. O casamento seria realizado assim que os dois chegassem à idade devida e a lua vermelha passasse a minguante, seria a prova de que Jarek a havia perdoado. Ele, que havia perdido tanto por causa dela, mostraria para todos os cidadãos de Firgaard como perdoá-la.

Além disso, por ser capaz de tamanho heroísmo, o rei preparou Jarek para assumir a posição de seu pai como comandante. Aquele, com certeza, foi um ato de gratidão e fé. 


“Um calor inesperado a percorreu. Os olhos dele eram tão penetrantes quanto uma lâmina afiada.”

Com a passagem do tempo, o garoto tornou-se um jovem cada vez mais poderoso. Aos vinte e um anos, mantinha o exército sob suas rédeas. Os soldados eram completamente leais. Leais além da conta, Asha pensava. Afinal, depois que se casassem, estaria próximo demais do trono, e poderia tomá-lo à força, algo que a preocupava. 

Aos dezessete anos, Asha era uma caçadora de dragões temida e letal. Intitulada de Iskari, uma deusa, cujo nome significava ceifadora de vidas. O rei não gostava de demonstrar aquilo, porque a amava e não queria magoá-la, mas às vezes não conseguia esconder que no fundo temia sua própria filha.

“Asha tinha mais motivos do que qualquer pessoa para matá-lo.”

Um dragão foi avistado na fenda enquanto Asha caçava. Um que não era visto há oito anos. Kozu voltou e trouxe com ele a oportunidade que ela não poderia perder. 

Se Asha conseguisse caçar o primeiro dragão, os fanáticos religiosos não teriam mais por que desafiar a autoridade do rei. Os nativos seriam forçados a admitir que as tradições antigas não serviam mais. Todos teriam que se submeter ao comando dele. E, acima de tudo, a união dela com Jarek não seria mais necessária. Aquela seria a redenção de Asha. 

Mesmo o mais incrédulo dos caçadores não ousaria ir atrás de Kozu. O rei sabia daquilo, e era o motivo pelo qual pediu a Asha. Seria o derradeiro pedido de perdão dela. Consertaria tudo. Entretanto, teria que fazê-lo antes que a lua vermelha minguasse.




“Aquilo a lembrou de uma história...
Ela se forçou a afastar o pensamento enquanto Jarek a arrastava para mais perto dos músicos. Ele a puxou para junto de si, fechando os braços em torno de sua cintura e fazendo seus corpos se encostarem alinhados.”

Uma história fantástica, constituída através de uma magnífica mitologia, com uma pitada de romance. Narrado em terceira pessoa, permite uma visão mais ampla de toda a trama, fazendo com que o leitor mergulhe de cabeça em um universo mágico.

A escrita da autora é envolvente e ritmada. Os personagens são fortes e destemidos.

A capa é linda, composta por elementos que condizem com o enredo. A diagramação é ótima, com detalhes simbólicos. A revisão é exemplar.

Dou cinco estrelas e recomendo para quem gosta do gênero!!!


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