( Resenha ) A Invenção das Asas - Sue Monk Kidd @cialetras


Editora Paralela

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Resenha

A invenção das asas é um romance fictício de Sue Monk Kidd, baseado na história da grande abolicionista dos Estados Unidos, Sarah Grimké.

O romance se inicia em 1808 quando Sarah, filha de um grande jurista da alta sociedade, ao completar 11 anos, ganha de presente uma escrava pessoal, Hetty, de dez anos.

Sarah possui opiniões e ideias contrárias as de sua família escravocrata e mesmo não concordando com a escravidão e com as injustiças sofridas pelos negros, não consegue fugir das convenções sociais.

“ Mamãe, por favor deixe-me devolver Hetty pra você.”
Devolver Hetty. Como se ela fosse minha. Como se ter pessoas fosse tão natural quanto respirar. Apesar de toda minha resistência em relação à escravidão, eu respirava aquele ar doente também.
“ Sua guarda é legal e obrigatória. A Hetty é sua, Sarah, não a nada a ser feito a respeito.”

A partir deste dia, Hetty, mais conhecida como Encrenca, torna-se a cuidadora de Sarah. Ainda que nos primeiros dias se mostre desajeitada e distraída, Encrenca é uma menina esperta e inteligente que herdou a coragem e a determinação de sua mãe Charlotte, também escrava da família.
E assim as duas meninas passam a dividir seus dias, segredos, sonhos e medos... Entre as duas nasce uma grande amizade. Encrenca cuida de Sarah. Sarah presenteia Encrenca com o mundo letrado, o que pode se dizer, o primeiro sentimento de liberdade de Encrenca.

Desde aquele dia, um ano tinha se passado e eu tinha virado amiga da Srta. Sarah e aprendido a ler e a escrever, mas tinha sido uma estrada sem piedade, como mamã avisou. Eu não sabia o que seria de nós. A gente podia ficar ali pro resto da vida, com a porta do céu trancada na nossa cara, mas mamã tinha achado a parte dela que se recusava a se curvar, e quando se acha isso, o problema funga no seu pescoço.

A história prossegue apresentando a trajetória de vida das duas mulheres que durante os anos vivenciam situações que as conscientizam do verdadeiro espaço que ocupam na sociedade da época.

“...Tenho vinte e sete anos, Encrenca, e essa é a minha vida agora.” ... Ela estava presa como eu, mas presa por sua mente, pela mente das pessoas em volta dela, não por lei. Na igreja Africana, Sr. Versey dizia: “ Cuidado, você pode ser escravizado duas vezes, uma vez pelo corpo e uma vez pela mente.”
Tentei dizer isso a ela. Falei: “ Meu corpo pode ser escravo, mas não minha mente. Pra você é o contrário”.
Ela piscou pra mim e as lágrimas voltaram, brilhantes como o vidro do candelabro.

E por trinta anos as aventuras e desventuras de Sarah Grimké e de Hetty Encrenca se entrelaçam a outros personagens que as acompanham na busca incessante do direito de igualdade das mulheres na sociedade da época e da tão desejada e justa abolição da escravatura.



A autora nos dá uma lição de história, nos mostrando a difícil realidade vivida pelas mulheres na época.
As personagens são fortes e inteligentes, com atitudes e pensamentos fora de seu tempo. 
A narrativa, em alguns momentos, é lenta, mas o enredo rico em detalhes, nos motiva.
Um livro comovente.
Recomendo!


5 comentários

  1. Deve ser emocionante. Assisti ao filme A Vida Secreta das Abelhas e amei. Sei que foi baseado em um livro dela. Agora me interessei por este.
    Adoro histórias de mulheres fortes.

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  2. Flor! Tiro meu chapéu para você! Que resenha maravilhosa!
    Eu sou uma amante dos Históricos! Vc sabe! E quando eles vem com uma bela lição para mim é leitura boa na certa!
    Amei a dica! Parabéns! BEIJOS

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  3. Muuuuuito bom esse livro e o seu blog!
    Beijos

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  4. Oie :)
    Ainda não li o livro, mas parece ser muito bom!!!
    Amei a resenha ♥♥
    Beijos

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