( Resenha ) A Terra Inteira e o Céu Infinito - Ruth Ozeki @LeYtoras


Editora Casa da Palavra

Leya Brasil

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Sinopse

O que acontece quando um diário perdido encontra o leitor certo? 
Numa remota ilha do Canadá, a escritora Ruth cata mariscos com o marido na praia quando se depara com um saco plástico coberto de cracas que envolve uma lancheira da Hello Kitty. Dentro, encontra um livro de Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido, e se surpreende ao descobrir que o miolo, na verdade, é o diário de uma menina japonesa, Nao. 
A sacola misteriosa, segundo os rumores dos habitantes, é mais um dos destroços do último tsunami que devastou o Japão e foi levado pelas correntezas até a ilha.

Desde então, Ruth é tragada pela história do diário de Nao, uma menina que, para escapar de uma realidade de sofrimento – de bullying dos colegas e de um pai desempregado e suicida –, resolve passar seus últimos dias lendo as cartas do bisavô, um falecido piloto camicase da Segunda Guerra Mundial, e contando sobre a vida da avó, uma monja budista de 104 anos.
O que Ruth não esperava era que o diário iria levá-la a uma viagem onde ela e Nao podem finalmente se encontrar fora do tempo e do espaço.




Você sabe o que é autoficção?



Autores de ficção quase sempre se deparam com a pergunta dos leitores: "Essa história é sobre você?". Em alguns casos, de fato, o traço autobiográfico se mistura à narrativa ficcional, embora muitos escritores não admitam ou se valham de técnicas sutis para suavizar nuanças das próprias histórias.
Conhecido por teóricos e críticos literários como “autoficção”, o gênero no qual personagem, autor e narrador dividem o mesmo campo ficcional transformou-se em tendência da literatura contemporânea, com alguns exemplos bem marcantes, incansavelmente estudados por acadêmicos. “Lá fora, César Aira, Philip Roth, J.M Coetzee, W.G Sebald, Paul Auster, Enrique Vila-Matas e Javier Marías; e, no Brasil, Cristóvão Tezza, Márcia Denser, Silviano Santiago, João Gilberto Noll, Sérgio Sant’Anna, Marcelo Mirisola e Ricardo Lísias”, cita o pesquisador Igor Ximenes Graciano.

Fonte: Correio Braziliense


Resenha

A autora canadense Ruth Ozeki, é uma americana mestiça de japonesa,  mora em uma ilha no Canadá e é casada com Oliver. A história que ela conta em seu livro A Terra e o Céu Infinito é sobre Ruth, uma escritora de romances que é americana mestiça de japonesa, que mora em uma ilha no Canadá e é casada com Oliver.
Eu sei que isso parece uma biografia, mas na verdade a história é toda uma mistura do real, muitos relatos do que parece ser a vida real da autora, com a ficção. Dai vem o nome de autoficção. 

A história começa quando Ruth, personagem, encontra um pacote embolado, com sacos plásticos. Por curiosidade leva para casa e ao abrir junto com seu marido, descobre ser uma lancheira com um diário de uma adolescente japonesa. Parece que os destroços atravessaram o oceano após o tsunami de 2011, chegando a costa do Canadá somente na atualidade.

A adolescente dona do diário, chama-se Nao Yasutani. Ela viveu grande parte de sua vida nos EUA. Naquela época seu pai trabalhava no Vale do Silício em uma empresa de tecnologia. Mas após perder todos os seus investimentos foi obrigado a voltar para o Japão com toda a sua família.
Na volta a seu país, a vida deles muda drasticamante de uma vida cheia de conforto para uma vida muito mais simples. Além disso, Nao sofre bulling. Os adolescentes a tratam mal, por vir de fora.

Ruth, começa a entrar pela vida da menina, através de seu diário.

O livro intercala a narração de Nao em primeira pessoa, em seu diário e de Ruth em terceira pessoa.

Essa mistura de vida real, com ficção ficou muito interessante e confesso que foi a primeira vez que li um livro de autoficção.

A narrativa é lenta, o que deve desagradar a alguns leitores, mas a história é boa e trata de temas profundos, interessantes e importantes.

Vemos no enredo, muitos dos problemas vividos pela moça, que tem dificuldades em sua relação com o pai, tem uma tendência suicida, retratando momentos de muita angústia. 

- Papai continua tendo pensamentos conturbados - eu disse, com o olho pregado no gato, que continuava me ignorando.
(...)
Eu contei a ela sobre a noite que meu pai caiu na frente do trem, sobre como ele e minha mamãe tentaram fazer tudo parecer um acidente, mesmo não sendo, (...)

A autora retrata muito da cultura japonesa, o que enriquece ainda mais o livro.

O livro é bom, e nos faz refletir sobre situações importantes da vida. Recomendo!

Caramba. Vou mesmo sentir falta de você. É maluquice, eu sei, afinal você nem existe ainda. E, a menos que encontre este livro e comece a ler, pode ser que nunca nem chegue a existir. Você é só um amigo imaginário meu, pelo menos por enquanto.
(...)
Mas como você já deve ter notado, as páginas estão acabando, então é melhor encerrar a história. 



Confira o 1º capítulo

12 comentários

  1. Nossa esse livro parece super interessante, fiquei doida pra ler!

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  2. Ainda não li um livro de autoficção. Estou curiosa pra saber se a leitura vai agradar.Agora vai pr minha lista ;)

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  3. Não me interessie muito pela história.
    Não sei se leria esse livro.
    Fiquei em dúvida se quero ler.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

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  4. acho que nunca li um autoficção, mas gostei muito da resenha... me deixou curiosa a respeito deste livro!

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  5. Nossa q linda amei a resenha, parece ser muito bom este livro

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  6. Caraba que estória legal
    eu também nunca li alto ficção, ta muito interessante...
    eu vô findando comprando ele

    S2

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  7. Quando eu olhei a capa eu logo achei que fosse algo que envolvesse o Japão, porque parece aquele quadro famoso: "A grande onda de Kanagawa".

    A história deve ser muito bonita e bem difente. Gostei. E tem um título maravilhoso.

    E ótima resenha!

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  8. Não é o tipo de livro que eu compraria para mim em uma livraria, porém é o tipo de livro que eu com certeza daria a alguns amigos, achei a cara deles a resenha, esse tipo de livro passo longe, pois do jeito que sou chorona só de ler algumas partes da resenha já percebi que ia me debulhar em lágrimas, principalmente nas vezes em que ela falasse sobre o pai alcoólatra e suicida!!!

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  9. Nossa, muito interessante!

    Adorei a resenha.. =D

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  10. Bastante interessante, a resenha ficou ótima

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  11. Nunca li um livro assim de autoficção e pra falar a verdade não me interessei muito por esse,mas pra quem gosta esse livro deve ser um prato cheio.

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  12. Livros que fazem refletir fazem bem pra alma! :)

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