( Resenha ) Amber House @grupopensamento - Livro 1 da trilogia homônima de Kelly Moore, Tucker Reed e Larkin Reed


 Editora Jangada 
Grupo Editorial Pensamento
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Sinopse

Sarah nunca tinha pisado em Amber House, a imponente propriedade pertencente à família havia três séculos, onde dizem estar escondidos diamantes entre aquelas paredes. Ao se mudar com seu irmão e sua mãe, a garota logo se sente atraída tanto pelo belo Richard, que lhe apresenta um mundo de riqueza e privilégios, quanto pelo enigmático Jackson, que a desafia a encontrar os diamantes. Sarah começa a ter visões da história da mansão e pouco a pouco, descobre os segredos de Amber House: crimes antigos e traições recentes. Ela precisa descobrir logo as respostas para todos os enigmas existentes, antes que o passado aprisione a todos para sempre.




Resenha

“Onde o passado e o futuro se encontram.”

Amber House é o primeiro livro pertencente a uma trilogia, classificado como do gênero de ficção fantástica americana. O livro surgiu quando Kelly Moore estudava Direito na universidade esboçando a história em meados de 1980. Quando suas filhas Tucker e Larkin Reed descobriram o manuscrito alguns anos atrás, as três decidiram escrevê-lo juntas. 


Sarah Parsons, 16 anos de idade, nunca tinha pisado em Amber House até o fatídico falecimento de sua avó, que fez com que viajasse para Maryland junto a Anne sua mãe insensível e seu irmão Sammy, que é autista. Ela nunca tinha percorrido o labirinto de sebes, nem explorado os sótãos secretos; nunca havia dançado no salão de baile nem procurado os diamantes que, segundo se dizia, estavam escondidos entre aquelas paredes. 

“Amber House havia surgido no século XVII como uma casinha de pedra e troncos, e foi crescendo um pouquinho a cada geração, quase como um ser vivo. Lançou uma ala de tijolos, elevou-se num segundo andar e num terceiro, projetou para frente uma nova entrada, brotou lucarnas e frontões e varandas. A maior parte da casa era de madeira branca com acabamento em verde, com um monte de janelas quadriculadas, e chaminés aqui e ali. Soa pouco elegante, mas não era. Tudo combinava em um conjunto bem bonito. Um todo harmonioso.”

Assim que se instalam em Amber House, por insistência de Sammy que estava simplesmente encantado pelo lugar, Sarah se vê atraída pelo filho do senador, o belo Richard, que lhe apresenta um mundo repleto de riquezas e privilégios. Mas também pelo enigmático Jackson, que a desafia a encontrar os diamantes, fazendo com que se interessasse cada vez mais pela história de sua família. 

“— Tesouro. Você está brincando, né? – sussurrei.
— O que? Você nunca ouviu falar dos diamantes perdidos do capitão? Todo mundo por aqui sabe dessa história. Eu sempre quis procurá-los.”

Logo ela descobre que a mansão guarda muitas lembranças e que ela pode vê-las através de visões, sejam crimes antigos ou traições recentes. Assassinatos, suicídios, entre outros acontecimentos desagradáveis. 

“Eu não era linda toda chique como minha mãe, nem brilhante e determinada como o meu pai. Mas eu tinha um verdadeiro dom para encontrar Sammy.”

Este dom a fazia visualizar com exatidão os acontecimentos, pois cada objeto guardava uma ação, como se existissem fantasmas por todo lado, soando até um pouco assustador. 

“Consegui visualizar a jarra com exatidão, em minha mente, em cima da mesa da cozinha. Alegre. Cheia de suco. Então uma jovem mão esbarrou nela, fazendo-a cair pela borda. Imaginei-a caindo, girando ao cair. Chocando-se com o piso e se estilhaçando de imediato com um acorde de notas graves, naquela infinidade de cacos. O suco se espalhando ao redor, vermelho como sangue. E praticamente consegui ouvir a voz de minha avó, “Ah Anne”. Praticamente consegui ver o rosto mais jovem de minha mãe: desafiador, com uma pontinha de satisfação.”

Mas na maior parte tudo isso era desencadeado pela necessidade de respostas, através de pensamentos. Principalmente quando ela estava à procura de Sammy, a quem amava muito e cuidava com o carinho que faltava de sua mãe. Isso mostra o quanto ela é sensível e gentil.

“— Então, você sabe do... dom?
Eu estava envergonhada em dizer a palavra em voz alta. Ela fez que sim de novo. Senti uma espécie de alívio. Alguém mais, além de Jackson, me dizia que ele era real. Não era só algo que estava na minha cabeça.
— O que ele é? – perguntei. — O que acontece?
— Bom, sua avó costumava chamá-los de ecos, mas isso não é muito certo. Podemos deixar marcas físicas em uma coisa, como riscos e arranhões, não é? Creio que, talvez, nossos pensamentos e sentimentos possam deixar outros tipos de marca nas coisas que tocamos e usamos e amamos. Ou odiamos. E as mulheres da sua família, as que têm o dom, podem ver essas marcas, especialmente quando estão em sintonia com elas.”

Uma mistura de segredos, suspense e muito mistério, com uma pitada de romance através da formação de um triângulo amoroso adolescente, trabalhado na medida certa. Apesar das 350 páginas, a leitura foi rápida, em algumas horas estava finalizado. 

Escrita detalhada que nos transporta as cenas e instiga o leitor, com personagens muito bem construídos que parecem tão reais. 
A capa é muito bonita, remete à personagem atravessando um labirinto que leva até a mansão como é descrito na história. Bela diagramação, com detalhes delicados de arabescos a cada início de capítulo. 

Este livro me surpreendeu muito e pretendo ler os próximos dois livros para saber qual o desfecho de tudo, a curiosidade é grande. Recomendo!


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