( Resenha ) Véu do Tempo de Claire R. McDougall @grupopensamento

Editora Jangada
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Resenha

Quando fui buscar informações sobre o Véu do Tempo nas redes sociais para saber se seria uma leitura que me agradaria fiquei super empolgada porque só vi comentários positivos, mas infelizmente o livro não foi tudo aquilo que eu imaginei que seria. 

Maggie sofre de epilepsia, e apesar de sua família não ter presenciado nenhuma de suas crises, a doença acabou por afetar a sua vida e seu casamento. Ela perdeu uma filha que também tinha epilepsia, seu filho mais velho está no colégio e seu casamento, infelizmente, não conseguiu sobreviver a tanta dor. Agora, sozinha e precisando de um tempo para si ,até que chegue o momento de fazer a Lobectomia, Maggie acaba se refugiando nas ruínas de Dunadd. 
“[...] Eu vim para cá porque estou com medo de seguir em frente, e o tempo passar devagar aqui. Às vezes, em Dunadd, o tempo sequer parece existir.”
Em Dunadd não há ninguém a não ser ela e um senhor que é seu vizinho. Maggie aproveita esse tempo sozinha para fazer um estudo sobre as bruxas e ela acaba encontrando em Jim, seu vizinho, um posso de informações sobre Dunadd e o povo que ali viveu há muitos anos atrás.

Em uma de suas crises, Maggie acaba “sonhando” que está em uma Dunadd do século VIII, mas a verdade é que tudo o que ela vive em seu sonho parece muito real; é como se ela tivesse se “teletransportado” para uma outra época, feito uma viagem no tempo – lembrando que a vida dela se passa no presente. 

Maggie é indecifrável para o povo de Dunadd. Quem seria a mulher que chegou com roupas estranhas e não falava a língua deles? Seria ela uma rival? 

Lá ela acaba conhecendo uma velha senhora e logo em seguida conhece Fergus MacBrighde, o irmão do rei de Dunadd. Devo confessar que o primeiro contato de Fergus e Maggie foi algo sinistro rsrs Achei meio exageradas as reações de ambos, principalmente de Fergus, porque era como se ela não fosse uma pessoa, mas sim algo a ser descoberto. Enfim, voltando, eles se conhecem e entre eles acaba havendo uma conexão.


Fergus perdeu a esposa há algum tempo e desde então nunca pensou em se casar novamente, tanto é que sempre que seu irmão insinuava que iria lhe arrumar uma mulher, ele recusava, mas tudo muda quando Maggie aparece em sua vida e na vida da filha dele.

Maggie acaba indo e voltando de suas crises, e sempre que as tem, acaba parando em Dunadd. Ela se apega muito ao povo, principalmente a Fergus e sua filha, e não deseja mais voltar para sua vida. Ela quer permanecer com Fergus e fará de tudo para salvar o povo de Dunadd, mesmo que isso signifique que terá que voltar para sua vida, sem eles. 

Foi interessante ver a ligação de Maggie com Fergus. Foi bonito ver a sua entrega, dedicação e vontade de salvar um povo que pouco conhecia, e também foi bonito ver a sua luta para permanecer em um época que não lhe pertencia.

Não sei se vocês perceberam pela minha resenha, mas o livro intercala presente e passado. Vocês acreditam que eu fiquei completamente perdida no início com essas mudanças? Em um capítulo era a Maggie que narrava e no capítulo seguinte era narrado em terceira pessoa e falava de pessoas que eu ainda não tinha conhecido. Os capítulos são intercalados, só que não somos avisados dessas mudanças, demorei um pouco para me situar quando aconteceu essa mudança na primeira vez rsrs.

Véu do tempo tem uma ótima história, acho que o meu maior problema com ele foi o fato de que acabei indo com muita sede ao pote rsrs. Quando fui procurar opiniões, o que mais li era que o livro era surpreendente, emocionante... só que eu não consegui sentir nada. Não consegui me conectar com os personagens e nem com a história. Talvez eu só tenha lido em um mau momento, mas a verdade é que não foi uma leitura que me marcou. 

Só que uma coisa e inegável: a edição é linda! A capa condiz muito bem com a história e a cada novo capitulo temos um relógio, como se quisesse nos lembrar: o tempo está passando rsrs.

Apesar de não ter sido uma leitura que me marcou, eu recomendo, porque como eu já comentei, talvez eu só tenha lido em um mau momento.

“[...] Parece que desperdiçamos a maior parte da vida tentando não morrer. Mas, no fim, a morte acontece de um jeito ou de outro. O tempo e uma medida tão inútil para quantificar qualquer coisa... O máximo que você pode dizer e que nascemos e que morremos. O que vem no meio é uma pequena pausa... Estamos aqui, partimos. Outra coisa qualquer tomar o nosso lugar.”


4 comentários

  1. Taty!
    Confesso que fiquei muito interessada pelo livro, porque adoro romances e quando tem viagem no tempo, me conquista totalmente.
    Agora quero ler de todo jeito, apesar das suas ressalvas; não irei com tanta sede ao pote, quer dizer, ao livro.
    Desejo uma semana tranquila!
    “Uma pergunta prudente é metade da sabedoria.” (Francis Bacon)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE MAIO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  2. A premissa do livro e bacana, até ao ponto de falar sobre a epilepsia, e a lobotomia, algo que ao meu ver não resolve esse tipo de crise, e hoje em dia esse tipo de procedimento e proibido, pelo menos no Brasil. Essas viagens no tempo que chamou a atenção, mas o que me deixou intrigada, e se essa viagens são reais ou só uma ilusão/alucinação. Uma pena que essa mudança de tempo tempo não seja descrita na trama, o que nos deixa confuso.

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  3. No começo da resenha ele não chamou a minha atenção mas quando chegou a parte sobre ela ir parar no seculo VIII começou a me interessar, a partir dai já tive a certeza de que esse tinha que ir para a minha lista de desejados.

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  4. Já gostei do livro!! Adoro livros que tem viagem no tempo esse parece que tem várias viagens no tempo!! Adorei a capa também!!
    Beijoss

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