( Resenha ) A Primavera Rebelde - Livro 2 da Série A Queda dos Reinos de Morgan Rhodes @editoraseguinte

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Resenha


A Primavera Rebelde é o segundo volume da Série A Queda dos Reinos, onde os perigos e os encantos da magia se multiplicam instigando ainda mais o leitor. Estou ansiosa para ler Ascensão das Trevas e descobrir o que mais está por vir. 
“— Acredito que criamos nosso próprio destino, cada um de nós — ela havia dito à mãe na noite anterior. — Não importa quem nos lidera.”
Quando o Rei Sanguinário queria provar alguma coisa, fazia isso da maneira mais dura possível. Portanto, o sangue de três garotos que mal haviam se tornado homens foi derramado depois de terem sido considerados perigosos e encrenqueiros. As cabeças deles foram decapitadas para alertar e amedrontar aqueles que pretendiam agir de forma diferente do que era permitido. 

Os rebeldes executados eram auranianos, assim sendo, não faziam parte do grupo de Jonas e Brion, que desejavam se revoltar contra o rei Gaius em nome de Paelsia. Eles estavam vivendo no meio da floresta que separava Auranos de sua pobre terra natal, uma área conhecida por abrigar bandidos perigosos e animais ferozes. No entanto, Jonas era capaz de lidar com isso, porque acreditava que aquelas lendas haviam sido criadas apenas para incitar o medo e a paranoia. 

Magnus, o príncipe herdeiro do trono, estava ao lado do rei no terraço, quase a imagem espelhada de seu pai. Jonas o encontrou rapidamente no campo de batalha e não tinha esquecido que Magnus impediu que uma espada atingisse seu coração. Entretanto, não estavam mais lutando do mesmo lado, eram inimigos. 
“Os cabelos longos, claros e dourados da princesa Cleo refletiam a luz do sol. Jonas já havia odiado aqueles cabelos e sonhado em arrancá-los pela raiz. Para ele, simbolizavam a riqueza de Auranos, que se mantinha a uma curta distância da pobreza desesperada de Paelsia.
Agora sabia que nada era tão simples como ele pensava.”

A princesa Cleo, filha mais nova do antigo rei, juntou-se aos demais no terraço para a alegria da multidão. Ela era prisioneira em seu próprio palácio, forçada a agir de forma favorável ao governo, enquanto o rei Gaius mentia para seu povo. 

Os Damora mataram o pai dela e roubaram seu trono, portanto, Cleo os odiava. Compelida ao lado de seu pretendente, Aron, o assassino do irmão de Jonas, que encontrava-se em uma posição de honra, ao lado de sua futura esposa e do rei conquistador. 

Todavia, para a surpresa da multidão e, sobretudo de Aron, o rei Gaius viu a oportunidade de unir Mítica ainda mais, encerrando o compromisso firmado entre lorde Aron e a princesa Cleo. Anunciando, em seguida, o noivado e iminente casamento de seu filho, príncipe Magnus, com a adorada princesa Cleo. Deixando Jonas profundamente perturbado.

“Jonas desviou o olhar do rosto confuso de Cleo e começou a abrir caminho pela multidão. Ele estava mais preocupado com a notícia da Estrada Imperial — O que aquilo significava? Quais eram as verdadeiras intenções do rei? O destino da princesa, agora noiva de seu inimigo mortal, deveria ser a última se suas preocupações.”

Magnus descobriu apenas recentemente, que sua irmã, Lucia, era adotada. Ela tinha sido roubada de seu berço em Paelsia e levada para o castelo de seu pai para ser criada como a princesa limeriana. Tudo por causa de uma profecia, que dizia que Lucia se tornaria uma feiticeira capaz de utilizar as quatro partes dos elementia: magia do ar, do fogo, da água e da terra. 

Ela não era irmã de sangue de Magnus e isto trouxe alivio para o desejo anormal que ele sentia. Entretanto, Lucia o amava, mas era o amor de uma irmã pelo irmão mais velho. Contudo, para Magnus aquilo não bastava. 

“— Eu amo você — ele sussurrou. — Nunca vou deixar nada lhe fazer mal.
Ele passava os dedos por cabelos longos e sedosos, que inesperadamente passavam de escuros a loiro-claros.”
Jonas estava determinado a agir de uma vez por todas. Enquanto Cleo, pretendia reconquistar seu trono, usando o anel que seu pai lhe deu antes de morrer, contando com a ajuda de Lucia, a criatura mais poderosa daquele lugar, que por sinal, era a chave para destruir o Rei Sanguinário. 

Um romance medieval extremamente bem construído, que superou todas as minhas expectativas. Narrado em terceira pessoa, permite que o leitor conheça todos os aspectos da história e de seus personagens, descrevendo sentimentos, pensamentos e acontecimentos. 

A escrita da autora está mais madura e envolvente. Os personagens evoluíram consideravelmente, tonando-se ainda mais intensos. 

A capa é linda, contém aspectos marcantes. A diagramação é muito bem feita, compondo a edição de forma exemplar. A revisão é ótima. 

Dou cinco estrelas e recomendo!!!


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