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( Resenha ) A Pedra Pagã - Livro 3 da Trilogia A Sina dos Sete de Nora Roberts @editoraarqueiro

09 janeiro Clã dos Livros 0 Comments

Editora Arqueiro

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Resenha

A Pedra Pagã é terceiro e último livro da Trilogia A Sina dos Sete de Nora Roberts. A trilogia segue uma sequência, apesar de cada livro focar em um casal diferente, todos os personagens aparecem ao longo dos livros e para que haja entendimento do enredo, é necessário ler na ordem. 



No terceiro livro temos o desfecho da história dos sexteto contra o demônio, para salvar a cidade de Hawkins Hollow e todos que lá vivem. 

Leia a resenha de Irmãos de Sangue AQUI.

Leia a resenha de A Maldição da Hollow AQUI.

Ao longo dos livros anteriores vimos os casais se formando e se fortalecendo, com a combinação de seus poderes e muita paixão. Cal e Quinn com o poder de ver o passado, Fox e Layla com o poder de ver o presente, agora nos resta saber como Gage e Cybill, ambos com o poder de ver o futuro, vão conseguir se entender para avançarem em suas pesquisas e no combate ao mal.

"- (...) Juntamos as três partes da pedra. Realizamos o ritual de sangue. - Ela estudou o corte na palma da mão. - E sobrevivemos para contar a história. Temos uma arma agora.

- Que não sabemos usar."

Os seis já sabem que juntos são mais fortes e que é possível ferir o demônio, mas apesar de estarem de posse do jaspe-sanguíneo, a arma necessária para vencê-lo, não sabem como usá-la. E esse é o maior desafio de todo o enredo. Além disso, os únicos que não testaram os poderes juntos foram os Gage e Cybill. Eles precisam se unir e fazer experiências para usar seus poderes combinados, o que pode ser um desafio já que sentem-se muito atraídos um pelo outro. 

"(...) A sensual cigana partilhava seu dom de ver o futuro, (...). Supunha que isso os tornava parceiros de algum modo."

Cybill é uma mulher muito inteligente e que gosta de pesquisar. Foi incansável tentando descobrir respostas para as muitas perguntas que iam surgindo. Já Gage é um jogador profissional e um  estrategista, ele sabe como jogar, a hora de jogar e também quando blefar e os dois usarão das habilidades que dispõe neste combate. 

"(...)  Ele respeitava o fato de ela ser sincera e ter a cabeça fria nas crises. Essa não era uma donzela em apuros.
Ela cheirava a segredos e tinha gosto de mel."

Gage e Cybill são um casal delicioso de acompanhar. Desde o princípio estava curiosa para ver como seria o envolvimento dos dois. Ambos resistiram por serem do tipo que não se liga muito as pessoas e aos lugares, mas sentiam-se extremamente atraídos, o que foi difícil de resistir e isso nos rende muitas cenas de tensão sexual e algumas bem intensas. 

"Ela não se arrependeu daquilo. Como poderia se arrepender? Havia oferecido e ele aceitara. Como podia se arrepender de ser beijada em uma noite calma de primavera por um homem que sabia exatamente como ela queria ser beijada?"


Os diálogos foram um dos pontos altos: interessantes, engraçados e inteligentes. A irmandade entre os homens se estendeu para as três mulheres e pude ver ao longo de toda a trilogia os laços se fortalecendo. Adorei!

O demônio foi mais horripilante neste livro. Apesar de esperar uma pouco mais de ação da parte dele no final, achei que ao longo do livro foi bem ruim. Eu sei que quem está acostumado com  horror e terror, vai achar este livro café com leite, mas para mim em alguns momentos foi assustador. 

A Sina dos Sete trata da luta entre o bem e o mal, mas mais do que isso, nos faz pensar sobre família, fraternidade, união, amor e companheirismo e como o bem pode ser feito mesmo nas situações mais sombrias. 

"- Com nós seis, estamos completos. Aquelas visões que tive, de algo acontecendo a cada um de nós. Acho que eram avisos. Ele vai tentar nos fragmentar de novo, diluir o que temos. Não podemos deixar isso acontecer."

A capa segue o mesmo padrão das anteriores, sombria e linda. A diagramação é ótima e confortável e a narração é toda em terceira pessoa.

Eu amei, me apaixonei pelo casal Gage e Cybill e considero A Pedra Pagã o melhor dos três livros. 


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